18. Prego

Entre quadros e gravuras e plaquinhas, nenhum prego. Diante dessa constatação, uma surpresa, um monte de perguntas – outra vez. 

Dos objetos da vida cotidiana, quais você deixou no passado? Quais ainda estão presentes? Quais você quer levar pro futuro? Quais substituiu por objetos modernos? De quais não abre mão, ainda que tenham bons substitutos? Quais não encontra mais, mas adoraria ver de volta? Quais jogaria no fundo de um poço pra nunca mais ouvir falar? De quais tem saudades, mesmo sabendo que não fazem mais sentido? Quais nunca entendeu pra que serviam, mas sempre respeitou a existência? Quais, de tão pequenos, nem se lembra mais? Quais são grandes demais pra esquecer? Quais te levam pra lugares na memória que são perigosos de visitar? Quais trazem alívio quando reencontra? Quais te angustiaram quando perdeu?

Vão-se os pregos… – Foto: @quarent.a

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