21. Varanda

Onde tem brisa leve e luz boa. Onde a música bate mais gostoso. Onde o chão vira mesa e sofá. Onde o tempo passa devagar. Onde dá pra falar e ouvir. Onde externo e interno se confundem. Onde cabe gente e planta. Onde as janelas se cruzam de longe. Onde os livros e vinhos também … Continuar lendo 21. Varanda

20. Vizinho

s.m. Pessoa que você evita encontrar no hall de manhã, de gosto musical lamentável à tarde e cujo jantar tem aroma de banquete dos deuses à noite; indivíduo que te vê em uma situação embaraçosa mas não está em casa quando precisa de ajuda pra matar uma barata; morador de passos pesados no andar de … Continuar lendo 20. Vizinho

19. Mancha

No chão, um desequilíbrio. No sofá, uma distração. No teto do banheiro, uma dor de cabeça. Na pele, uma reação. No asfalto, uma dor. Na louça, uma falta de empenho.  Numa ficha, um estigma. Numa lente, um manuseio inadequado. Num exame, uma preocupação. Num pedaço de papel, uma emoção não contida. Numa tela de museu, … Continuar lendo 19. Mancha

18. Prego

Entre quadros e gravuras e plaquinhas, nenhum prego. Diante dessa constatação, uma surpresa, um monte de perguntas – outra vez.  Dos objetos da vida cotidiana, quais você deixou no passado? Quais ainda estão presentes? Quais você quer levar pro futuro? Quais substituiu por objetos modernos? De quais não abre mão, ainda que tenham bons substitutos? … Continuar lendo 18. Prego

17. Erva

Vira e mexe alguém dizia que era uma bruxa. Vivia usando preto, adorava ter a vaga treze na garagem, amava gatinhos e no trânsito, varria corredores quando se apressava entre motoristas desavisados. Não era capaz de misturar ingredientes e criar feitiços, e honestamente, não tinha habilidade nenhuma na cozinha. Mas, bruxa que é bruxa dá … Continuar lendo 17. Erva

16. Muro

Uma linha muito concreta demarca limites? Uma linha de concreto protege contra as invasões? Essa linha que delimita e protege, impede as saídas? Se impedir saídas, como se escapa? Se escapar for possível, acaba a proteção? O limite deixou de existir pra quem fugiu? E quem ficou, olha por cima do muro de vez em … Continuar lendo 16. Muro

15. Canto

Um canto pra encostar os livros, as roupas, os vinhos. Um canto pra ler um artigo, uma hq, um poema. Um canto pra ouvir um som, uma promessa, um conto. Um canto pra comer um prato saudável, uma pizza dividida, um lanchinho rápido. Um canto pra sentir o aroma de um incenso, de uma vela, … Continuar lendo 15. Canto

14. Rolo

Rolo pra massas. Rolo de papel alumínio, de papel manteiga. Rolo de pintar parede, de papel de parede. Rolo posicionador – seja lá o que isso for. Rolo de etiquetas, de filme PVC. Rolo de massagem. Rolo esterilizador, de esparadrapo. Rolo adesivo pra tirar pelos das roupas. Rolo de papel toalha, de papel higiênico. Rolo … Continuar lendo 14. Rolo

13. Almofada

Almofada. Cushion. Cushion the blow. Suavizar o impacto de uma situação ruim – ou complicada, talvez? Se o impacto é inevitável, resta o quê? Suavizar. É a função da almofada, mas também dos air bags, dos cintos de segurança, da distância segura, dos drinks. Impacto. Com os danos lidamos depois.

12. Vela

De tempos em tempos, os desafios da vida parecem ficar maiores. Fica evidente que bom senso não é artigo de série. A ideia de bem estar se curva diante da estratégia das crenças. Temos a impressão de que o chão está ruindo debaixo dos nossos pés. A sensação de impotência se instala. O desalento vem … Continuar lendo 12. Vela

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