Viviane Silva
Naquele espaço entre as vozes que cessam e os ruídos do mundo, antes dos cachorros latirem, antes dos sons dos carros passando num fluxo constante, antes de um ruído diferente e que não se sabe o que significa, antes do pensamento vagar do passado ao futuro, o silêncio. Naquela fração de segundos em que o tempo para, as demandas se calam e uma camada grossa de quietude recai sobre o mundo. O vão estreito por onde se passa com certa dificuldade. A sonolência sirênica que envolve por alguns instantes. A paz de não precisar ser. Como água que escorre lentamente pelos ralos de uma varanda vazia sem tocar o ar. Remanso, repouso, retorno.

Que poético 😍 amei!
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Uma tentativa! Feliz que gostou! ❤️
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